Mãe da Mata
Mãe da Mata

 

 

 

 

 

 

Foto: Representação da Mãe da Mata. Obra do artista José Alves Branco Correia.

Essa é uma das lendas campestres coxinense

Reza a lenda que a Mãe da Mata é uma entidade protetora das matas e florestas, por isso a origem do nome. Ela possui a companhia de um pássaro e este tem o hábito de ficar sempre assentado bem em cima de sua cabeça, o mesmo mora na árvore mais alta da floresta. Quando ele pressente a aproximação de um caçador, rapidamente levanta seu voo e pousa na cabeça da Mãe da Mata avisando-a da presença indesejável do perigo. Em posse da informação recebida, ela rapidamente se levanta, abre o manto que está sobre o seu corpo dá algumas abanadas soltando um pó que espanta todos os animais. O caçador chega, procura daqui, procura dali, mas não consegue encontrar nenhum animal pelo caminho. Sabe-se que por essa região alguns caçadores tem o costume de improvisar um palanque e sobre ele montar uma espera e ali ficar até que algum animal apareça. Nessas condições a Mãe da Mata colhe uma planta venenosa e coloca-a na água que o caçador vai beber. Desta forma, ele fica envenenado e ela aproveita a oportunidade para trazer a onça para comer o caçador. Portanto, essa senhora é, sem dúvida alguma, a verdadeira “amiga da onça!”.

 

Saiba mais

Mãe da Mata ou Comadre Fulozinha

Comadre Fulozinha, ou, em algumas regiões, Mãe da Mata, é uma personagem mitológica da zona da mata de Pernambuco e da Paraíba, no nordeste brasileiro. Seu nome deriva provavelmente da pronúncia regional de “Comadre Florzinha” e ela é muitas vezes confundida com a Caipora, sendo ambas consideradas uma variação da mesma lenda. Em alguns lugares, acredita-se mesmo que ambas sejam o mesmo ser.

A Comadre pode assustar quem esteja andando a cavalo na mata sem lhe deixar uma oferenda. Ela amarra o rabo e a crina do animal de tal forma que ninguém consegue desatar os nós. A ela também são atribuídos “causos” semelhantes contados pelos anciãos das regiões rurais, onde os rabos dos cavalos no estábulo amanhecem amarrados da mesma maneira. Em algumas regiões também é conhecida como uma entidade que protege a floresta[1], daí sua semelhança com a Caipora. Segundo alguns, no entanto, ela não gosta de ser confundida com esta, dando em quem as confunde uma surra com urtiga, uma planta que causa muita coceira, ou com seus longos cabelos. Até hoje são comuns relatos de pessoas que presenciam suas aparições nas zonas de floresta.[2]

No culto da Jurema na Paraíba ela é considerada uma entidade divina e tem caráter ambíguo, agindo para o mal e para o bem.[3]

Representação

Segundo a lenda, Comadre Fulozinha é o espírito de uma cabocla de longos cabelos negros, que lhe cobrem todo o corpo. Ágil, vive na mata defendendo animais e plantas contra as investidas dos destruidores da natureza. Gosta de receber presentes, principalmente mingau, confeitos, fumo e mel. Quando agradada, logo faz que a caça apareça para quem lhe ofereceu o agrado e permite que este consiga sair da mata, alguns idosos afirmam conversar com ela.

Tem personalidade zombeteira, algumas vezes malvada, outras vezes prestimosa. Diz-se que corta violentamente com seu cabelo aqueles que a mata adentram sem levar uma quantidade de fumo como oferenda e também lhes enrola a língua. Furtiva, seu assovio se torna mais baixo quanto mais próxima ela estiver, parecendo estar distante. Ela também gosta de fazer tranças e nós na crina e no rabo dos cavalo. Somente ela os consegue desfazer, se for agradada com fumo e mel.

Outros contam que a Comadre Fulozinha era uma criança que se perdeu na mata quando ainda era pequena e morreu procurando o caminho de volta para casa. Seu espírito passou a vagar pela floresta em busca do caminho de volta.[4]

A lenda da “Cumade” saiu dos contos para virar filme em uma séria de filmes produzida por Menelau Júnior. Trata-se de uma produção totalmente pernambucana, produzida em Caruaru, que conta a história da cabocla protetora das matas, atualmente composta de 4 filmes: Cumade FulozinhaCumade Fulozinha 2: A Noite dos AssobiosCumade Fulozinha 3 e Cumade Fulozinha 4: A Lenda Ressurge. O 5° filme é previsto para 2017. Os filmes são encontrados tanto em DVD quanto no Youtube no canal do próprio diretor do filme.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O que é uma lenda?

Lenda é uma narrativa transmitida oralmente pelas pessoas, visando explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais, misturando fatos reais, com imaginários ou fantasiosos, e que vão se modificando através do imaginário popular.

Conforme vão se popularizando, as lendas tendem a ser reproduzidas e registradas em forma de contos e histórias escritas, principalmente em livros.

Etimologicamente, a palavra lenda vem do latim medieval que quer dizer “aquilo que deve ser lido”.

Inicialmente, as lendas contavam histórias de santos, mas estes conceitos foram se transformando em histórias que falam da cultura de um povo e de suas tradições.

As lendas tentam fornecer explicações para todos os acontecimentos e situações, inclusive para coisas que não apresentam explicação científica comprovada, como por exemplo os supostos fenômenos sobrenaturais.

A lenda pode ser explicada como uma degeneração do mito, porque como são repassadas oralmente de geração a geração, vão com o passar do tempo sendo alteradas. Como diz o ditado popular: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

A origem das lendas é baseada em quatro teorias que tenta dar uma resposta: a Teoria Bíblica, com origem nas escrituras; Histórica, com origem a partir das diferentes mitologias, Alegórica, onde diz que todos os mitos são simbólicos, contendo somente alguma verdade moral ou filosófica; e Física, que usa os elementos da natureza como base de todo (água, fogo, terra e ar).

Lendas folclóricas

O Brasil é um país riquíssimo de cultura popular e, uma das características que ajuda a reconhecer este título, é justamente a grande quantidade de lendas folclóricas.

De Norte a Sul, cada região brasileira tem as suas lendas próprias, como a lenda do Saci-Pererê, lenda do Curupira, lenda da Iara, lenda da Caipora, lenda da Mula-sem-Cabeça, do Boto cor-de-rosa, e muitos outros.

Fonte: www.significados.com.br/lenda/

Referências

PARCEIROS DO PARQUE