Caboclo D´água
Caboclo D´água

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Representação do Caboclo D’água coxinense. Obra do escultor José Alves Branco Correia.

O Caboclo D’água é um dos personagens mais famosos do folclore brasileiro. Povoa o imaginário de muitas cidades do Brasil principalmente no Centro-oeste e que em cada lugar ele se manifesta de maneira própria e peculiar. Não se sabe ao certo aonde surgiram os primeiros registros desse ser mítico, mas as estórias que falam dele estão por todo Brasil desde o tempo da colonização. Dependendo da região, o Negro D’água tem nomes diferentes, como por exemplo: Caboclo D’água, Negrinho D’água ou Bicho D’água.

A Lenda do Caboclo D’água é uma das lendas ribeirinhas de Coxim e faz parte do imaginário coletivo da população local sendo contada através da oralidade há algumas gerações.

O Caboclo D’água ou Negrinho D’água tem a representação de um homem e que mora no fundo do Rio Taquari onde já fora visto inúmeras vezes nas margens do rio. Diz a lenda que quando ele se simpatiza com a cara do pescador que está chegando ele prontamente vai lá no fundo do rio pega um peixe bem grande e o coloca no anzol do pescador, porém, quando por algum motivo, ele não gosta do pescador sempre dá um jeito de tirar-lhe a isca do anzol. Outro recurso que também faz é amarrar a linhada no fundo do rio e o pescador puxa, puxa e diz que está enroscado. há situações em que o peixe chega bem perto e escapa, tudo artimanha do Caboclo. entortar e abrir anzol é prática comum do rapaz. Muitas vezes o Negrinho também espanta os peixes para que nem sequer belisquem o anzol com a intenção de deixar o pescador desanimado. Conta-se que quando um rebojo é visto na superfície do rio sempre tem um negrinho d’água lá embaixo girando como pião. Tudo isso ele faz para que o pescador vá embora e não volte mais ao rio.

Alguns ribeirinhos, para se verem livre do Nego D’água, levavam garrafas de pinga para jogar dentro do rio para que pudessem pescar sem incômodo, outros por sua vez diziam que o que ele gostava mesmo era de um bom fumo, preferencialmente o de corda. Muitos pescadores contam que a aparição do Negro D’água acontece sem nenhum sinal prévio. Várias narrativas retratam seus aparecimentos somente para defender os rios e lagos de pessoas sem consciência ecológica. Dizem que o Negro D’água só ataca os pescadores e navegantes que não respeitam a natureza. Para essas pessoas, jogar lixo no rio, deixar o local do acampamento em más condições ou sair para pescar na piracema (que é o período de reprodução dos peixes), esses sim são os reais motivos que levam aos ataques do Negro D’água.

Pesquisas mostram que o recurso de contar essas histórias sempre havia um fundo moralizante, ou seja, era o meio que os pais achavam para segurar os filhos em casa para que eles não se aventurassem nos rios.

É certo que essa Lenda do Negro D’água é bastante importante, pois ela vem reforçar o desejo dos povos que vivem às margens de rios e lagos de todo Brasil que desejam de todo coração que o meio ambiente seja preservado

Dizem que por aqui independente de você crer ou não ele existe e que se você for pescar no Taquari ou rio Coxim algumas dessas situações irão-lhe acontecer, então vai aqui um conselho, torça para que ele se agrade de você.

 

Local de concentração: Rio Taquari e Coxim

Altura: pequena estatura

Cor da pele: preto

Cabelo: crespo

Olhos: redondos e esbugalhados.

Orelhas: Grandes e abertas.

Mão e pés: normais

Manifestação: Gargalhada, brincando no rio, mergulhando e aparecendo, sozinho ou em pequeno grupo.

Objetivo principal: proteger o rio

Objetivo secundário: espantar pescadores do local.

Ações positivas: Proteger o rio, colocar bons peixes nos anzóis de quem lhe agrada.

Ações negativas: derrubar pescadores das canoas, partir anzol, furar redes de pesca, espantando peixes, cortar linhadas, amedrontar pessoas que pescam ou passam pela margem do rio, rebojar o rio.

Observação: Gosta de pinga e fumo e é um exímio nadador.

Aparições: são frequentes independente das estações do ano, muitas vezes ao escurecer ou à noite.

 

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